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F1 – Vettel vence em Suzuka e Alonso adia o inevitável

O pulo de Grosjean na largada, assumindo a ponta, deu alguma esperança ao mundo da F1. O conjunto invencível estava prestes a perder uma...

Sprint Cup – Carros da Hendrick dominam, mas a vitória fica com Keselowski

O mundo dá voltas e não há lugar melhor para falarmos de voltas do que a categoria dos ovais. A etapa de Charlotte da Sprint Cup...

Nationwide – O rei do sabadão, Kyle Busch, lutou para vencer em Charlotte

Caso você, leitor mais desavisado, veja o resumo da prova de Charlotte, pela Nationwide, dizendo “Kyle Busch largou na pole e venceu"...

MotoGP – Márquez mostra o que tem, faz a pole e vê adversários falharem

Enquanto Dani Pedrosa comandou todas as sessões de treinos livres em Sepang, seu companheiro de Honda, Marc Márquez, ficou...

F1 – Webber fica com a pole e dá um grande passo para vencer no Japão

Mark Webber já avisou que se retira da F1 no final de 2013 e, evidente, quer terminar o ano vencendo uma última vez...

domingo, 13 de outubro de 2013

F1 – Vettel vence em Suzuka e Alonso adia o inevitável





O pulo de Grosjean na largada, assumindo a ponta, deu alguma esperança ao mundo da F1. O conjunto invencível estava prestes a perder uma. Então, foi o momento de vermos um elemento diferente da equação funcionar: a estratégia. Não que ela seja menos importante ou não tenha sido usada pela Red Bull até agora, mas, em Suzuka, ela ficou clara e foi a responsável pela vitória de Sebastian Vettel, resultado que deixa o alemão com uma mão na taça de 2013.

O carro da Red Bull enfrentava um fim de semana atípico, com problemas no Kers do #1. Vettel, provavelmente, já está em ritmo de desaceleração da temporada, contando as horas para comemorar o tetra. Mark Webber, com a outra Red Bull, tenta sair da F1 com um pouco de honra e nada mais. Aproveitando-se desse clima na primeira fila, Romain Grosjean pulou por fora, da quarta posição no grid para fazer a primeira curva liderando o pelotão. Lewis Hamilton também tentou algo, mas foi pelo caminho errado, entre Vettel e Webber, acabou tocando o pneu traseiro direito na asa de Vettel e viu sua corrida acabar junto com o pneu furado. O inglês tentou voltar à pista, mas o carro desequilibrado o fez abandonar.

Grosjean largou bem, assumiu a ponta, mas a Red Bull não sabe brincar!
Na frente, Grosjean fazia tudo que sabia para manter a liderança, seguido de perto por Webber e Vettel, nessa ordem. Fernando Alonso, exímio largador, já se posicionava atrás do companheiro de Ferrari, Felipe Massa. Os dois tinham pela frente o alemão Nico Rosberg, na briga pela quarta posição.

Na volta 12, a primeira rodada de pit stops começou. Rosberg foi liberado de volta à pista de forma errada pela sua equipe e quase bateu em Pérez dentro dos boxes; punido com um drive-through, Nico também ficou fora da briga pelas primeiras posições. No retorno de todos, Grosjean seguia líder, com Webber e Vettel nas mesmas posições. Daniel Ricciardo, que ficou na pista, era o quarto, seguido por Nico Hulkenberg, Massa e Alonso. A Sauber do Hulk seria, mais uma vez, a cruz dos carros vermelhos.

Depois de segurar Massa, legalmente, Hulkenberg tomou a posição de Ricciardo em uma bela manobra. Enquanto isso, Alonso superou Massa na pista, também deixou Ricciardo para trás e começou a perseguição à Sauber. Entre os ponteiros, a Red Bull mudou a estratégia de Webber, o chamando para o pit mais cedo e mostrando que fariam três paradas com ele, mas e Vettel?

Hulkenberg fez outra grande prova, daquelas que impressionam...
O alemão tinha o carro inteiro e começou a se aproximar de Grosjean, com uma Lotus pior do que a que liderou a primeira metade da corrida. Vendo isso, a equipe chamou o francês para a segunda troca. Na pista, o tricampeão tentou abrir diferença suficiente para trocar pneus e voltar ainda líder. Não conseguiu, mas resolveu isso na pista, com um carro melhor que a Lotus de Grosjean. Mark Webber, com a estratégia de três paradas, também conseguiu superar Romain, mas, com a demora do australiano em tomar o segundo posto, a vitória já estava nas mãos de Vettel.

Fernando Alonso fez valer o melhor carro e terminou em quarto, seguido por Kimi Raikkonen, Nico Hulkenberg, Esteban Gutiérrez, Nico Rosberg e Jenson Button. Também punido com um drive-through por excesso de velocidade na primeira entrada nos pits, Felipe Massa fechou na décima posição.

O sonho de Alonso respira por aparelhos e a situação é gravíssima!
A corrida de recuperação de Alonso parece ter apenas adiado o inevitável. Sebastian Vettel lidera o mundial com 297, contra 207 do espanhol. Nas próximas quatro provas, 100 pontos estarão em disputa. Para comemorar o tetra, Super Seb precisa chegar na frente de Dom Fernando na Índia. Mesmo se o piloto da Ferrari chegar na frente, ainda precisa de uma combinação de resultados quase impossível para adiar mais uma vez a decisão, ou seja, comemoraremos o quarto título de Sebastian Vettel no próximo GP, a menos que ele seja abduzido nos próximos 15 dias!

Entre os construtores, a Red Bull também parece estar encaminhada para o título, com 445 pontos. A briga está na segunda posição, com Ferrari à frente da Mercedes, com 297 dos italianos contra 287 dos alemães. A Lotus, com o bom resultado de hoje, tem 264 pontos e pode ameaçar nas últimas provas, se mantiver o ritmo. Os motores da Fórmula 1 voltam a roncar nos dias 25, 26 e 27 de outubro, no Buddh International Circuit, em Nova Déli, Índia.


Sprint Cup – Carros da Hendrick dominam, mas a vitória fica com Keselowski


O mundo dá voltas e não há lugar melhor para falarmos de voltas do que a categoria dos ovais. A etapa de Charlotte da Sprint Cup, 5ª válida pelo Chase 2013, foi uma lição disso. Os carros da Hendrick dominaram a prova e tudo levava para mais uma vitória de Jimmie Johnson. Juntos, os carros do Sr. H lideraram 313 das 334 voltas da Bank of America 500, mas não lideraram a única que importa: a última. Essa honra ficou com o atual campeão, Brad Keselowski, que, até hoje, vinha em um ano para esquecer.

Com 130 voltas na ponta, Jimmie Johnson estava disposto a sair de Charlotte na liderança do Chase. Matt Kenseth andou sempre entre os ponteiros, mas não era páreo para o Chevy #48, que só não liderou mais voltas que seu companheiro de Hendrick, Kasey Kahne, que manteve o Chevy #5 na liderança por 138 giros.

Acontece que tinha uma bandeira amarela no meio do caminho. Na volta 312, mais precisamente, essa amarela foi substituída pela verde e começou o calvário do pentacampeão. Um erro na largada fez JJ despencar para sétimo e seus quatro pneus novos foram de grande valia para trazê-lo até a 4ª posição final, uma atrás do líder do campeonato, Matt Kenseth (Toyota #20), que ampliou em um ponto a diferença entre os dois.

Lá na frente, Kasey Kahne aproveitou o erro de Johnson para assumir a ponta. Depois de dominar a maior parte da prova, sua vitória era uma barbada, mas, durante a última parada nos pits, Kahne colocou apenas dois pneus novos. Brad Keselowski, com quatro pneus trocados, foi ficando cada vez maior no retrovisor de Kahne até que, na volta 326, atacou e tomou a ponta da corrida para liderá-la até a bandeirada final. Ao todo, o Penske #2 do atual campeão da Sprint Cup liderou apenas 11 voltas. Depois de uma temporada horrível, sem se classificar para o Chase, Brad pode estar retomando o ânimo para 2014, quando estará mais acostumado com o equipamento da Ford, voltando à velha forma que o levou ao título de 2012. Certamente, torcemos por isso! Depois de tudo isso, assim terminou a Bank of America 500, em Charlotte:


Voltando ao Chase 2013, que ainda não está decidido, o azar de Jimmie Johnson manteve Matt Kenseth na liderança, com 2225 pontos. JJ segue na segunda posição, com 2221. Kevin Harvick (2196), Jeff Gordon (2189) e Kyle Busch (2188) completam os cinco primeiros e ainda têm esperanças. Greg Biffle (2167), Kurt Busch (2166), Clint Bowyer (2162), Dale Earnhardt Jr. (2159), Carl Edwards (2158), Joey Logano (2150), Ryan Newman (2147) e Kasey Kahne (2144) copletam os 13 que disputam o Chase, mas já tornaram-se coadjuvantes nas próximas etapas. A NASCAR volta à pista no próximo domingo, em Talladega, com disputa da 6ª etapa válida pelo Chase for The Sprint Cup 2013.

sábado, 12 de outubro de 2013

F-Truck – Salustiano faz a pole debaixo de chuva em Guaporé


O paulista Paulo Salustiano (ABF Racing / Mercedes-Benz) conquistou a pole para a etapa de Guaporé da temporada 2013 da Fórmula Truck. Foi a segunda pole do piloto no ano, que dividirá a primeira fila com o líder do campeonato, Beto Monteiro (Scuderia Iveco).

A classificação foi movimentada no circuito gaúcho. Na primeira parte, quando todos os 24 caminhões vão à pista, um por um, para uma volta lançada, foi disputada com pista seca. Salustiano, Monteiro, Felipe Giaffone, Régis Boessio, Leandro Totti, Djalma Fogaça, André Marque e João Marcos Maistro conseguiram os melhores tempos e passaram para o Top Qualifying.

Antes, porém, uma fina garoa molhou a pista e a direção de prova declarou condição de chuva, obrigando as equipes a colocarem pneus para pista molhada nos brutos. Após o tempo regulamentar para acertos, o traçado de Guaporé estava liberado para todos voltarem e lutarem pela melhor volta.

Ninguém segurou o #55 de Paulo Salustiano na classificação em Guaporé
Salustiano foi um dos primeiros na fila, ultrapassou Djalma Fogaça ainda na volta de aquecimento e já partiu para a volta rápida antes que a chuva piorasse as condições do asfalto. Com 1min38s270, conseguiu a posições de honra no grid de domingo. Monteiro, com 1min38s321, completa a primeira fila. Giaffone e Boessio formam a segunda fila e serão seguidos por Totti, Fogaça, Marques e Maistro, completando os 8 primeiros do grid.

A etapa de Guaporé, 8ª de 10 que formam a temporada 2013 da Fórmula Truck, terá a largada às 13h, com transmissão ao vivo pela Bandeirantes.

Nationwide – O rei do sabadão, Kyle Busch, lutou para vencer em Charlotte



Caso você, leitor mais desavisado, veja o resumo da prova de Charlotte, pela Nationwide, dizendo “Kyle Busch largou na pole e venceu”, vai achar que foi mais um passeio do rei do sabadão. Na prática, não foi bem assim. Busch fez a pole e terminou vencedor, mas lutou para conseguir o triunfo nas voltas finais. Essa foi a 11ª vitória do Buschinho na Nationwide, em 2013; sua 8ª vitória em Charlotte pela categoria e a 62ª da sua carreira.

Quando a última bandeira amarela foi agitada, na volta 156, Kyle Larson liderava Kyle Busch. Nos pits, a equipe de Larson teve problemas com um pneu e Busch assumiu a ponta na saída. Após a relargada, na volta 160, Sam Hornish Jr. iniciou a perseguição ao líder, que acabou na volta 180, quando o Penske #12 de Hornish assumiu a dianteira, seguido pelo Toyota #54 do Buschinho. Tudo parecia definido, mas o carro de Hornish começou a perder aderência e acabou perdendo a ponta para Busch na volta 193 das 200 previstas.

Hornish (#12) tinha tudo para vencer em Charlotte, mas...
Austin Dillon, o líder do campeonato, conseguiu alcançar e passar Hornish, o vice-lider, terminando em segundo. Mesmo terminando em terceiro, o #12 manteve os 8 pontos de diferença que tinha antes de Charlotte, já que Hornish liderou o maior número de voltas e ganhou pontos de bonificação por isso. Nelsinho Piquet, mais uma vez, ficou na média, largando em 28º e terminando em 25º. Na classificação, o brasileiro segue em 12º.

Kevin Harvick e Matt Kenseth completaram o Top 5 da prova, já treinando para a etapa da Sprint. Eles foram seguidos por Justin Allgaier, Joey Logano, Trevor Bayne, Parker Kligerman e Michael Annett, completando os dez primeiros em Charlotte. Segue o resultado completo:


Na classificação, Dillon segue liderando Hornish por 8 pontos (1067 contra 1059). Regan Smith é o terceiro, com 1015, seguido por Justin Allgaier (997) e Elliott Sadler (989). Faltam três etapas para a decisão da Nationwide e, ao que tudo indica, a briga deve ficar entre Austin Dillon e Sam Hornish Jr. A próxima etapa da Nationwide 2013, a 31ª de 33, acontece no dia 2 de novembro, no oval do Texas.

MotoGP – Márquez mostra o que tem, faz a pole e vê adversários falharem


Enquanto Dani Pedrosa comandou todas as sessões de treinos livres em Sepang, seu companheiro de Honda, Marc Márquez, ficou por ali, marcando de perto. Quando a coisa foi para valer, a Formiga Atômica fez outra das suas, apertou a mão e terminou o dia com a pole position para o GP da Malásia.

Para conseguir sua oitava pole em 2013, quarta consecutiva, o piloto da Honda #93 marcou o temporal de 2min00s011, suficiente para deixá-lo com a posição de honra e, de quebra, bater o recorde da pole, do australiano Casey Stoner, que já durava seis anos. Ao seu lado na primeira fila largará Valentino Rossi, com a Yamaha. O Doutor conseguiu sua melhor posição de largada desde 2010, com o tempo de 2min00s336. A surpresa ficou com Cal Crutchlow, intruso entre as equipes de fábrica, que marcou 2min00s359 com a Yamaha da Tech 3 e abocanhou a terceira posição de largada.

Os concorrentes ao título de 2013 largam na segunda fila. Jorge Lorenzo conseguiu o quarto tempo, com 2min00s578, seguido por Dani Pedrosa, com 2min00s692. Alvaro Bautista, outro piloto de equipe não oficial, completa a segunda fila, com o tempo de 2min00s974 conseguido em sua Honda da Gresini. O alemão Stefan Bradl sofreu uma queda no terceiro treino livre e não competirá na Malásia. Veja, a seguir, os resultados do Q1 e do Q2 em Sepang:



O GP da Malásia de MotoGP tem largada prevista para as 5h da manhã, no Horário Oficial de Brasília. Vale lembrar que, mesmo que Márquez vença e Lorenzo e Pedrosa não pontuem, o campeonato não acaba nesta prova. Do jeito que a Formiga Atômica anda pegando fogo, isso será apenas um adiamento do inevitável para 2013.

F1 – Webber fica com a pole e dá um grande passo para vencer no Japão




Mark Webber já avisou que se retira da F1 no final de 2013 e, evidente, quer terminar o ano vencendo uma última vez. O Japão é o melhor lugar do calendário para isso acontecer. A própria equipe admitiu que, em Suzuka, o australiano consegue lutar em pé de igualdade com Vettel. Se o Japão é o lugar, Webber deu um passo enorme para concretizar o sonho da última vitória, conquistando a pole position para a prova de domingo.

O Q1 não trouxe novidades significativas. As nanicas ficaram nas quatro últimas posições. Max Chilton, com a Marussia, liderou a turma do fundão, seguido pelas Caterham de Charles Pic e Guido Van Der Garde e a outra Marussia, de Jules Bianchi. Por conta de punições no GP da Coreia, Pic perdeu a posição para Van Der Garde. Bianchi, também punido, continuou na mesma. Os “sorteados” para acompanhar os carros da Marussia e da Caterham foram Adrian Sutil, da Force India, que ficou no Q1 e ainda perdeu 5 posições por trocar o câmbio antes da classificação, caindo para último no grid. Jean-Eric Vergné, da Toro Rosso, viu os freios do seu carro superaquecerem e tirarem dele a chance de passar para o Q2. Outro que pegou fogo no Q1 foi Esteban Gutiérrez, da Sauber. O mexicano superou o susto e conseguiu uma vaga no Q2.

Vettel teve problemas no Kers, mas, pilotando uma Red Bull, who cares?
A segunda parte da classificação começou com uma briga boa peo melhor tempo entre Lotus e Ferrari, com Kimi Raikkonen e Fernando Alonso (no ano que vem, a Ferrari vai ferver, anotem isso!). Acontece que todo esse barulho acontecia graças ao silêncio de Mercedes e Red Bull. Assim que os motores das duas melhores equipes do fim de semana foram ligados, a coisa ficou séria. Lewis Hamilton tomou o melhor tempo e o perdeu rapidamente para a turma de Adrian Newey. Sebastian Vettel fez o melhor tempo, seguido por Mark Webber. Felipe Massa estava ficando fora do Q3 mas, na última volta, conseguiu pular para a próxima sessão, deixando Sergio Pérez (McLaren), Paul Di Resta (Force India), Valtteri Bottas (Williams), Esteban Gutiérrez (Sauber), Pastor Maldonado (Williams) e Daniel Ricciardo (Toro Rosso) na saudade.

Brigando com os pneu Pirelli, Alonso larga em 8º e tenta mais um milagre
A parte final da classificação começou com Vettel botando as cartas na mesa. Primeiro a fazer um tempo rápido, o alemão acabou errando, mas, mesmo assim, ficou com o melhor tempo. Então, foi avisado que o seu Kers estava com problemas (como já havia acontecido no Treino 3) e não conseguiu lutar com os outros pela pole. Mark Webber, que não tinha nada a ver com o azar de Vettel, cravou 1min30s915 e começou a caminhada rumo a sua última vitória na F1. O destaque do Q3 foi Felipe Massa. Depois do sufoco no Q2, o brasileiro foi pra cima e fez o 3º tempo. Lewis Hamilton e Romain Grosjean superaram Massa, mas ele larga em 5º, à frente de Nico Rosberg e do companheiro de Ferrari, Fernando Alonso, que ficou em 8º.


O GP do Japão tem largada prevista para as 3h da madrugada deste domingo, com transmissão ao vivo da Globo. Para que o campeonato 2013 acabe em Suzuka, Sebastian Vettel tem que vencer a prova e Fernando Alonso deve chegar em 9º, no máximo. A julgar pela classificação, acho que não acaba aqui, mas também não passa da Índia.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

V8 Supercars – Whincup mostra quem manda e fica com a pole da Bathurst 1000

A Bathurst 1000 é uma prova especial no calendário da V8 Supercars. Certeza de muita festa, a etapa disputada no circuito de Mount Panorama é a Daytona 500 ou a Corrida do Milhão do campeonato de turismo australiano (e antes que alguém venha com mimimi, a comparação é relacionada ao evento e toda a sua agitação, sem comparação técnica, de qualidade de carros e pilotos e todo o resto que costuma acordar as “viúvas” de um ou outro certame em especial). Aliás, para quem não lembra, a grande novidade da Stock Car 2014, a corrida de abertura com pilotos em dupla e duração maior, foi inspirada exatamente na Bathurst 1000.

Enquanto a turma do dinheiro faz a festa do lado de fora, dentro da pista as corridas continuam sendo apenas corridas. Nessa hora, não há dinheiro ou marketing que consigam ser transformados em habilidade atrás do volante. Na V8 Supercars, o cara a ser batido é o tetracampeão Jamie Whincup. Reinando absoluto nos últimos seis anos, ele conseguiu, neste período, seus quatro títulos e dois vices.

Liderando a tabela de 2013, Whincup chegou como favorito à Bathurst 1000, 12ª de 15 etapas, e não decepcionou. Nesta sexta-feira, cravou a pole com um temporal, deixando o aviso que ele é o cara! O Holden #1 (com o qual Jamie faz dupla com Paul Dumbrell) percorreu os 6.213 metros do traçado de Mount Panorama em 2min08s005. A segunda posição do grid ficou com o Ford #5 de Mark Winterbotton e Steven Richards. Eis o grid completo:



Festejos à parte, a Bathurst 1000 tem a largada prevista para às 10h30 da manhã de domingo na Austrália, (20h30 da noite de sábado no Brasil). Nenhuma emissora tupiniquim transmitirá as 161 voltas em Mount Panorama, portanto quem quiser assistir terá que recorrer ao querido streaming para apreciar a V8 Supercars.

Sprint Cup – Jeff Gordon conquista a pole em Charlotte

Jeff Gordon fez valer o ditado que diz “quem ri por último, ri melhor” na quinta-feira, durante a classificação para a Bank of America 500, em Charlotte. Último a colocar o carro na pista, Gordon tomou a pole de Kevin Harvick, o penúltimo a entrar, percorrendo a milha e meia do traçado em 27s791, com velocidade média de 194.308 mph (312,71 km/h).

Harvick esperava comemorar a segunda pole consecutiva no Chase, com 27s806, mas ficou com a segunda posição. Além dos dois, as próximas cinco posições do grid ficaram com pilotos que disputam o Chase: Greg Biffle, Jimmie Johnson, Kasey Kahne, Dale Earnhardt Jr. e Ryan Newman ocupam as sete primeiras posições. Depois de Juan Pablo Montoya, o 8º no grid e primeiro piloto que não está no Chase, vêm os irmãos Busch, com Kyle à frente de Kurt.

Joey Logano ficou em 12º e Carl Edwards contentou-se com a 15ª posição, mas o piloto a disputar o Chase que ficou com a pior posição de largada em Charlotte é justamente o líder, Matt Kenseth, que larga no meio da confusão, em 20º lugar. A Bank of America 500, segunda prova do ano em Charlotte e 5ª válida pelo Chase 2013, tem largada marcada para às 15h do domingo, 13 de outubro. Graças aos sensacionais (com MUITO sarcasmo) jogos do campeonato argentino, seguidos por intermináveis VTs de jogos do Brasileirão e, pasmem, do próprio jogo do campeonato argentino passado ao vivo, horas antes, a Fox Sports transmitirá um VT da prova, às 3h30 da manhã de segunda-feira. Resumindo, procure um bom streaming e curta a prova ao vivo!

Grid completo da Bank of America 500, em Charlotte:

  1. Jeff Gordon
  2. Kevin Harvick
  3. Greg Biffle
  4. Jimmie Johnson
  5. Kasey Kahne
  6. Dale Earnhardt Jr.
  7. Ryan Newman
  8. Juan Pablo Montoya
  9. Kyle Busch
  10. Kurt Busch
  11. Aric Almirola
  12. Joey Logano
  13. Paul Menard
  14. Clint Bowyer
  15. Carl Edwards
  16. Ricky Stenhouse Jr.
  17. Martin Truex Jr.
  18. Denny Hamlin
  19. Brian Scott
  20. Matt Kenseth
  21. Kyle Larson
  22. Mark Martin
  23. Brad Keselowski
  24. Bobby Labonte
  25. Jamie McMurray
  26. Jeff Burton
  27. Brian Vickers
  28. Casey Mears
  29. Marcos Ambrose
  30. David Ragan
  31. Cole Whitt
  32. Landon Cassill
  33. Josh Wise
  34. David Gilliland
  35. Danica Patrick
  36. David Reutimann
  37. Michael McDowell
  38. Joe Nemechek
  39. Dave Blaney
  40. Timmy Hill
  41. Travis Kvapil
  42. JJ Yeley
  43. Blake Koch

MotoGP – Pedrosa foi o mais rápido da sexta-feira na Malásia

Em um dia nublado, a MotoGP conseguiu fugir da chuva durante suas duas sessões de treinos livres em Sepang, onde acontece, no domingo, o Grande Prêmio da Malásia. Marc Márquez, da Honda, e Jorge Lorenzo, da Yamaha, disputam o título, com Dani Pedrosa mais atrás, com chances matemáticas.

Para manter o sonho do título vivo, Dani Pedrosa mandou nas duas sessões de treinos livres. Na primeira, marcou 2min01s229, o melhor tempo de todos na pista. Marc Márquez, no embalo da ótima fase sua e da Honda, ficou em segundo, marcando 2min01s596. Jorge Lorenzo conseguiu só a terceira posição, com 2min01s623. O espanhol Álvaro Bautista conseguiu tomar a quarta posição da Yamaha de fábrica pilotada por Valentino Rossi. Com 2min01s877, Bautista deixou o italiano na quinta posição, com 2min02s039.


Voltando à pista para a segunda sessão, ainda sem chuva em Sepang, Pedrosa manteve o ritmo da sua Honda e cravou o melhor tempo da sessão em 2min00s554, única volta abaixo de 2min01s no dia. Márquez continuou a perseguição com o segundo melhor tempo, de 2min01s087. Quem ficou para trás foi o vice-líder da tabela, Jorge Lorenzo, que conseguiu apenas o 6º melhor tempo da segunda sessão, marcando 2min01s710. Entre Márquez e Lorenzo ficaram Cal Crutchlow, Rossi e Bautista, nesta ordem.


As motos da categoria rainha da Motovelocidade voltam à pista para mais duas sessões de treinos livres, às 23h desta sexta e às 2h30 de madrugada de sábado. Logo após, às 3h da madruga, começam a brigar pelas posições no grid de largada da corrida de domingo. A classificação terá transmissão, ao vivo, pelo SporTV.

María de Villota é encontrada morta em hotel na Espanha

Uma triste notícia para o circo da F1 em fim de semana de GP: a ex-piloto de testes da Marussia, María de Villota, foi encontrada morta em um quarto de hotel em Sevilha, na Espanha. A causa da morte não foi confirmada.

Espanhola, María tinha 33 anos e, em 2012, sofreu um sério acidente durante testes da Marussia na pista da base aérea de Duxford, perdendo o olho esquerdo, além do olfato e do paladar. Exemplo de superação, ela lançaria na próxima segunda-feira o livro “A Vida é Um Presente”.

A imprensa espanhola divulgou que não havia sinais de violência no corpo, nem drogas ou medicamentos no quarto. Uma autópsia determinará a causa da morte, mas a hipótese de causas naturais é a mais aceita no momento.

Filha do ex-piloto de F1 Emílio de Villota, María passou por categorias como o WTCC, Ferrari Challenge e F-Superliga. Este ano, atuava na Comissão de Pilotos da FIA, ao lado de ícones como Sebastian Loeb, Nigel Mansell e Emerson Fittiapldi.

No perfil da piloto no Facebook, a família divulgou a seguinte nota: “Caros amigos: María nos deixou. Ela teve de ir para o céu, como todos os anjos. Somos gratos a Deus pelo ano e meio a mais que Ele a deixou conosco.” A Garagem do Rovida lamenta profundamente essa perda e deixa nossas condolências à família e aos amigos de María de Villota.